O Regresso à Tua Verdadeira Essência
Têm chegado até mim muitas pessoas perdidas de si mesmas.
Pessoas que, em algum momento da sua vida, precisaram de se “encolher” para caber numa sociedade que nem sempre aceita a diferença. Uma sociedade que julga e condena aqueles que se permitem pensar pela sua própria cabeça, escolher caminhos diferentes ou simplesmente viver de uma forma diferente daquela que é considerada normal.
Eu própria já vivi assim.
Perdida de mim, sem me aceitar verdadeiramente, tentando encaixar em moldes que não foram feitos para mim.
Foram precisas muitas pedras no caminho, muitos desafios e muitas aprendizagens para conseguir sair desse padrão e permitir-me dar voz a quem realmente sou, independentemente daquilo que os outros pudessem esperar de mim.
E felizmente, vejo cada vez mais pessoas a fazer esse mesmo movimento.
O movimento de voltar a casa.
Mas o que significa, afinal, voltar a casa?
Voltar a casa não é mudar de cidade, de país ou de profissão.
Voltar a casa é regressar à tua essência.
É reencontrares quem és para além dos papéis que desempenhas. Para além das expectativas da família, da sociedade ou dos amigos.
É lembrares-te de quem eras antes de te dizerem quem devias ser.
Muitas das pessoas que iniciam este caminho chegam até mim depois de passarem por períodos muito difíceis.
Grandes depressões.
Crises de ansiedade sem uma causa aparente.
Falta de energia.
Sensação de vazio.
Uma profunda sensação de não pertença.
E isto acontece porque, quando estamos afastados da nossa essência, sentimos que não pertencemos a lugar nenhum.
Por mais pessoas que existam à nossa volta, continuamos a sentir-nos sozinhos.
Por mais objetivos que alcancemos, continuamos a sentir que falta alguma coisa.
Porque aquilo que procuramos não está fora.
Está dentro.
Se observarmos a história da humanidade, percebemos que nem sempre vivemos tão desconectados de nós próprios.
Os nossos antepassados eram mais intuitivos.
Escutavam a natureza.
Respeitavam os seus ciclos.
Confiavam nos sinais da vida.
Utilizavam aquilo que a Terra lhes oferecia para cuidar de si e dos outros.
Muitas curas aconteciam através das ervas, da energia, da observação e do poder das próprias mãos.
Com o passar dos séculos, muito desse conhecimento foi sendo reprimido.
Muitos daqueles que possuíam uma sensibilidade mais apurada foram perseguidos, julgados ou condenados.
E assim, geração após geração, fomos aprendendo a esconder aquilo que tínhamos de mais natural.
A espiritualidade, a intuição e a sensibilidade passaram a ser vistas como algo estranho ou até proibido.
E muitas pessoas começaram a esconder os seus dons, as suas capacidades intuitivas e a sua forma autêntica de ser.
Passaram a representar personagens para serem aceites.
E, sem perceberem, foram-se afastando cada vez mais de si mesmas.
Mas hoje o caminho pode ser diferente.
Hoje existe mais informação.
Mais consciência.
Mais pessoas dispostas a olhar para dentro.
E se és uma dessas pessoas que se sente perdida, eu quero que saibas uma coisa:
Eu compreendo-te.
Porque também já estive nesse lugar.
Nesse lugar escuro onde parece que não existe saída.
Onde nos sentimos sozinhos, confusos e sem direção.
Mas também quero que saibas que é possível sair daí.
Se eu consegui, tu também consegues.
O caminho de regresso a casa pode não ser fácil.
Pode exigir coragem.
Pode exigir desapego.
Pode exigir que enfrentes medos que durante anos tentaste evitar.
Mas no final vais perceber que cada desafio teve um propósito.
Que cada dificuldade te tornou mais forte.
E que a alegria de saber quem és, de compreender o teu propósito e de caminhar alinhado com a tua essência vale todo o esforço.
A vida coloca-te constantemente perante uma escolha.
Podes permanecer onde estás, porque esse lugar já te é familiar.
Ou podes escolher fazer diferente.
Escolher crescer.
Escolher enfrentar o desconhecido.
Escolher sair da tua zona de conforto para te reencontrares.
Nenhuma das opções está errada.
Mas cada uma delas terá consequências diferentes.
E lembra-te de uma coisa muito importante:
Não precisas de fazer este caminho sozinho(a).
Pedir ajuda não é sinal de fraqueza.
É sinal de coragem.
Se sentes que estás no fundo do poço, procura apoio.
Permite que alguém te ajude a encontrar novamente a tua Luz.
Porque ela continua aí.
Talvez apenas esteja escondida por detrás das dores, dos medos e das crenças que foste acumulando ao longo da vida.
E nunca te esqueças:
Tu não estás sozinho(a).
Existem muitas pessoas a passar por processos semelhantes.
O que as diferencia não é aquilo que lhes acontece.
São as escolhas que fazem ao longo do caminho.
E tu… o que escolhes fazer?
Com amor e Luz ✨
Andreia Simões



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